Troca-se bules e chaleiras por furadeiras e serras circulares

_00_MG_9979Dias 2 e 3 de julho, excepcionalmente, não haverá Café no Sítio Pedras Rollantes. Mas haverá Colhe e Paga de citros.

O Café não vai acontecer para que possamos utilizar o sábado e o domingo para finalizar a construção, acabamento e instalação dos moveis e utensílios que estarão dentro das casinhas de hospedagens que estão sendo finalizadas.

Como já é praxe quando se trata de obras arquitetônicas, o prazo que demos para nós mesmos, que era para antes do inverno, teve que ser dilatado, tanto em função de algumas complexidades relacionadas com a construção sustentável, como pela feitura dos móveis e demais detalhes que estarão em cada uma das casas.

As peças são desenhadas aqui mesmo, por Tarcísio, que também executa algumas delas na pequena marcenaria existente em Pedras Rollantes, e Lu Eicke, responsável por quase todos os acabamentos.  As peças de execução mais difícil são levadas para a marcenaria de Adenilson Dias, aqui mesmo em Alfredo Wagner, profundo conhecedor de madeiras e um dos profissionais mais hábeis na arte do reaproveitamento de matéria prima para a produção de suas obras, com a assistência de Vitor Domingues.

A madeira usada para a feitura do mobiliário faz parte do material adquirido quando da demolição do salão comunitário de Barro Branco, que está sendo substituído por outro, de concreto, por exigência da defesa civil.

Assim sendo, os pés da mesa de jantar da Casinha, a maior das três, será de cernes de tarumã e canela preta, peças que seguraram a Igreja de São João, em Barro Branco, dos anos de 1930 até os de 1980, quando passou a servir de esteio para o salão agora desmanchado.

Outros exemplos são os balcões e pias da cozinha e do lavabo. A primeira é com tábuas de araucária com pia de raiz de cedro transformados em gamela pelas mãos do artesão Raimar Sheidt, de Santa Izabel, distrito de Águas Mornas. A do lavabo tem mesa de cedro e canela preta e pia de imbuia, torneada por Adenilson a partir de um pilar de uma antiga serraria aqui das redondezas, também recentemente desmanchada.

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Cadeiras, bancos, balcões, camas, sofás, escorredores de louça, armários, paneleiros, seguradores de toalhas, e até as portas internas de cada uma das casas se somam a paredes, pontaletes, escoras, caibros, varandas, escadas e decks numa conta que tem como resultado zero árvore derrubada para erguer e mobiliar as casas de hospedagem em Pedras Rollantes.

Bem, quase zero, né?  Alguma coisinha não pôde deixar de ser comprada, como alguns pouquíssimos moirões de pinus tratado e a madeira dos forros, provenientes de reflorestamento controlado.

Com a decisão de não servir o Café no Sítio no próximo sábado, dia 2, e domingo, dia 3, queremos poder oferecer, já no final da semana seguinte, a Casinha e a Casa da Cama para os primeiros hóspedes do Sítio.