A Casinha está aprovada

Regina, Dalmo, Maneco e Maria

A última etapa de testes na Casinha, primeira das cinco opções de hospedagem que estão sendo construídas em Pedras Rolantes,foi concluída com o sorriso estampado nos rostos de Dalmo, Regina, Maneco e Maria ao deixarem, sempre olhando para traz, a casa onde passaram o final do domingo e parte da segunda-feira.

Dalmo é Dalmo Vieira, um dos mais importantes arquitetos do Brasil, responsável direto por quase todos os tombamentos de patrimônio arquitetônico em Santa Catarina nas esferas estadual e nacional, pela restauração de todas as fortalezas no entorno da Ilha de Santa Catarina, pela criação do Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul, bem como pelo tombamento, restauros e manutenção dos centros históricos de Laguna e de São Chico.

Foi Diretor de Patrimônio do Iphan durante a passagem de Gilberto Gil pelo Ministério da Cultura e Superintendente do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional por muitos e muitos anos. É professor de arquitetura na UFSC desde sempre.

Quando sobra tempo, é comandante do Capitão Gaudino, veleiro tradicional nas águas do litoral brasileiro e frequentador contumaz de regatas de algumas décadas atrás.

Mas, o mais importante, é que é nosso amigo. E nos presenteou com todo o seu conhecimento sobre madeira, habitações, estética, conforto, integração da construção com o ambiente, harmonia, racionalidade, sustentabilidade, economia de energia e elegância, artes que foram aplicadas na delicadeza dos traços e no acompanhamento da construção da Casinha.

Vista a a partir da varanda

Foi emocionante ver o Dalmo e a Regina, que também é arquiteta, parados junto a casa, se entreolhando com cumplicidade, observando os detalhes da construção e sorrindo, antes de colocarem a chave na porta e tomarem posse dos aposentos para algumas horas como hóspedes de honra.

Duas semanas antes aconteceu o primeiro “test drive”, também com uma turminha “da pesada”. Melissa Mattos, arquiteta e professora da Universidade Federal da Fronteira Sul, acompanhada por dois de seus colegas, os também professores Murad Mussi Vaz e Natália Bula, ficaram na casa durante o domingo e zarparam ao clarear a segunda-feira, ao encontro de seus alunos do campus de Erechim, no Nordeste do Rio Grande do Sul. Não sem antes deixarem bilhetes carinhosos e sugestões para a melhoria do conforto e da estética interna da Casinha.

Murad na varanda da sala, Melissa na varanda do quarto

Melissa, que tem especializações em desenho universal, acessibilidade e ergonomia, não colocou reparos nos móveis que foram construídos especialmente para a casa, mas pediu pantufas, que já estão sendo providenciadas.

Natália observada a partir da janela da cozinha

Dalmo, Regina, Maneco e Maria foram mais fundo no uso da casa e nas sugestões de melhorias. Nenhuma que impeça que a casa seja colocada em uso por hóspedes já nestes próximos dias. Usaram a cozinha para a janta, para a qual fomos gentilmente convidados, e para o café da manhã, resultando daí apenas elogios pela qualidade dos alimentos que fazem parte das diárias, das louças e utensílios, dos livros, da água aquecida pelo sol para as pias e para os banhos, das peças de decoração e de mobiliário que também poderão ser adquiridas pelos hóspedes, etc, etc, etc.

O girassol presenteado por Murad, Lu, Regina e Dalmo no jantar

Maneco e Maria, filhos do Dalmo, dormiram nas camas que também são os sofás da sala de estar e não se incomodaram com o barulho dos pássaros ao amanhecer.  Dalmo e Regina ocuparam o quarto do piso superior e acharam que a mata verde, que é vislumbrada a partir das grandes janelas frontais, não incomoda os olhos ao acordar.

Maria sugeriu mais uma pequena cortina no banheiro para evitar que, ao optar por usar o chuveiro e não a banheira, a água não se espalhe pelo chão de tijolos. Regina acha que é possível e necessária a instalação de uma estante suspensa sobre a mesa de jantar, peça que já está sendo desenhada, e Dalmo encontrou uma bela solução para ampliar a mesa de vidro de forma que seis pessoas a possam usar simultaneamente com conforto e mobilidade. E deu mais algumas sugestões estéticas e voltadas para a vivência dentro da casa que também serão colocadas em prática.

Dalmo e Regina sugerem, nós acatamos

Bem, a Casinha está liberada. Só que ainda sem a possibilidade de uso da calefação, pois o trocador de calor experimental não passou no seu teste mais rigoroso e precisará de uns dias de recálculos para voltar à ativa em toda a sua surpreendente e bela capacidade de aquecimento dos ambientes.

Lú dá a Casinha por inaugurada

Logo, logo, já, já, saem as informações sobre como reservar, quanto custam as hospedagens e o que a Casinha tem para oferecer.